terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A noite.

À noite, cantos relentos, brandos
E desnudos, impalpáveis galhos
Que não desfolham; um fruto de
Plumas... semente de imensidão

Escuros olhos refletem o infindo inverso
À esfera fulgente, ovário dos pensamentos...
Escoam os corpúsculos astros do delírio,
Em cristais dos idílicos sentidos

Lúrida, resplandecentes, enlevos dormentes
Da solidão, dama dos segredos imortais...
-Vasto mundo despido, não me empeçais
Que eu transcorra por entre mosquiteiros de estrelas,
Cárcere de desejos, dando a mim à morte tanto anseio!

A morte, -ouvindo o ensejo - pressuroso vem a mim
Dar-me teu sabor, para cumprir-se desejo maior!
Dor, qual engano mortal, voraz exaspera, inflama “terra-máquina”!
E nos ledos turbilhões da putrefação, na sublimação da minha alma
Esvoaçam os cordéis atômicos dos desejos, pelo mar dos ares...

Infinidades dos mistérios
Manto das indagações humanas
Nos areais de tua imensidão
Remos perscrutam, elevam...
Qual nauta dos negros céus

(Evandro souza)

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